Polícia
OAB quer apura��o de confronto
A Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Alagoas (OAB-AL), defendeu uma apuração rigorosa da morte dos irmãos Josenildo, 16 anos, e Josivaldo Ferreira, de 18, durante suposta troca de tiros com a Polícia Militar, na última sexta-feira, no Conjunto Village Campestre 2. As vítimas teriam problemas mentais e eram acompanhadas por uma equipe de especialistas da Pestalozzi. A narrativa dos militares dá conta de que o caso se tratou de um confronto entre a guarnição e suspeitos de porte ilegal de arma. De acordo com o 5º Batalhão, durante patrulhamento na Rua São Pedro, os policiais se depararam com homens em um ponto de ônibus em atitude pouco convencional e decidiram abordá-los. No entanto, os garotos teriam reagido e abriram fogo contra a viatura. Dois policiais ficaram feridos e, segundo o comandante da unidade militar, tenente-coronel Carlos Amorim, um deles corre o risco de ser aposentado por invalidez devido aos ferimentos. Já os irmãos abordados morreram após serem baleados. O oficial garante que a guarnição agiu dentro da legalidade. Segundo a PM, para provar que houve troca de tiros, foram apreendidas duas armas com os suspeitos: uma pistola calibre 380 e uma espingarda artesanal. Por outro lado, parentes dos jovens procuraram a Corregedoria da PM, ontem à tarde, e vão ser recebidos hoje de manhã pelo secretário de Segurança Pública, coronel Lima Júnior, para contestar a versão oficial.