Polícia
Madrasta � condenada a 29 anos de cadeia pela morte do enteado
Adriana Maia Barros da Silva, acusada de matar o enteado a pauladas há oito anos, foi considerada culpada e condenada pela Justiça a cumprir 29 anos e 7 dias de prisão em regime fechado. A decisão foi tomada pelo juiz da 9ª Vara Criminal da Capital, Geraldo Amorim, após horas de julgamento, encerrado na noite da última terça-feira, 29. O crime ocorreu em janeiro de 2008, vitimando Leandro Oliveira da Silva, de apenas 11 anos de idade, no Conjunto Cleto Marques Luz, na parte alta de Maceió. Após o anúncio da sentença, Adriana foi levada ao Presídio Feminino Santa Luzia, onde cumprirá a pena. Para calcular a sentença, o juiz Geraldo Cavalcante Amorim considerou os relatos sobre a personalidade da vítima e a conduta social da madrasta. O crime foi considerado homicídio qualificado, torpe e cruel, tendo em vista que a madrasta não teria dado chance de defesa à criança. Além disso, foram consideradas a relação de coabitação entre a ré e vítima. O CRIME Na ocasião, a madrasta do menino, que foi encontrado morto a pauladas em cima da cama em um quarto na casa onde a família morava, chegou a forjar a existência de uma ameaça recebida por Leandro, que envolvia tráfico de drogas na escola onde ele estudava, por meio de bilhetes falsos. Porém, as investigações apontaram a participação de Adriana Barros no crime. Segundo a polícia, além de viver uma relação complicada com o enteado, Adriana resolveu matar o menino após ele flagrar a traição dela com um amigo da família. Ela temia que a criança denunciasse ao pai a traição entre ela e o homem, identificado como José Valdemir Rodrigues, conhecido como ?Bastos?, que era padrinho da criança. * Sob supervisão da editoria de Cidades.