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VIOL�NCIA MIGRA PARA O VALE DO MUNDA�

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O combate sistemático à violência nos chamados pontos críticos de Alagoas e Maceió apresentou resultados animadores nos últimos 14 meses. O número de crimes letais caiu 18%, ou seja, de 2.201 em 2014 para 1.804 em 2015. Mais de 400 vidas foram salvas, a maioria nos bairros de Maceió que eram dominados por traficantes. A capital que era a mais violenta do País, agora está no quinto lugar na ?estatística do mal?, segundo revelou o governador Renan Filho na posse do novo secretário de Segurança Pública, coronel Lima Júnior. O cerco aos bandidos funcionou. Mais de mil foram presos em um ano, segundo afirmou o ex-secretário Alfredo Gaspar de Mendonça ao prestar contas na despedida de sua gestão. Porém, houve uma consequência que hoje preocupa a estrutura de segurança e o Conselho Estadual de Segurança Pública. Os criminosos que escaparam do cerco das ações policiais integradas mudaram-se para outras comunidades e hoje infernizam os chamados ?conjuntos da reconstrução?, destinados às mais de 50 mil famílias que perderam tudo na cheia do Rio Mundaú, em 2010. A violência mudou de ponto, como já aparece nas estatísticas da Segurança Pública. Os criminosos se escondem nos conjuntos habitacionais dos municípios de São José da Lage, Santana do Mundaú, União dos Palmares, Branquinha, Murici, Rio Largo e Atalaia. Nas áreas mais tranquilas do interior do Vale do Mundaú se multiplicam os assaltos, os ataques aos ônibus interestaduais e o tráfico de drogas. A disputa por pontos de drogas é grande também no Pilar, onde os homicídios se multiplicaram nos últimos três meses. Mas nada é tão infernal como ocorre no município de Rio Largo. Os conjuntos viraram esconderijos de criminosos, que vieram inclusive do Rio de Janeiro. Grupos de extermínio, de traficantes e bandos de adolescentes assaltantes acabaram com o sossego de mais de 20 mil famílias que moram nos conjuntos Teotônio Vilela, Demorisvaldo Wanderley, José Carlos Parnacetti, Francisco Tavares Granja, Barnabé Oiticica, Antônio Lins e Edson Noves Machado. A maioria desses conjuntos foi invadida por famílias pobres da periferia de Maceió e dos municípios do Pilar, Messias, Satuba, entre outros da região metropolitana. Sem segurança, os pequenos comerciantes da região trabalham com os estabelecimentos protegidos por grades. ?Os bandidos não dão trégua. A gente atende os fregueses pela grade. Se tirar a grade, os bandos aparecem e levam tudo o que podem?, disse a comerciante Josefa Miranda, que deu nome falso para dificultar sua identificação.

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