Polícia
NOVOS CONJUNTOS T�M INFRAESTRUTURA DEFICIENTE
A Gazeta de Alagoas passou uma manhã percorrendo os pontos mais críticos dos conjuntos daquele município. O tempo inteiro em que a equipe esteve nas comunidades, ela foi monitorada por jovens em motocicletas. Muitos moradores evitaram falar com os jornalistas com medo de sofrer represálias. Os mototaxistas que fazem pontos nas comunidades também são alvo da violência. Um deles, que só aceitou falar com capacete na cabeça para dificultar a identificação, na semana passada teve a motocicleta roubada. Os ladrões pegaram a moto dele para praticar assaltos. ?Ninguém está tranquilo. Nos conjuntos Teotônio Vilela e Demorisvaldo, os assassinatos se multiplicam. Vivemos num clima de guerra?, desabafa. Os criminosos não respeitam nem os mais velhos. Os religiosos só andam em grupo, disse a trabalhadora rural Maria Cícera da Silva. ?Rio Largo está uma coisa séria?, desabafou. Como se não bastasse a violência que aterroriza os moradores, os conjuntos habitacionais têm sérios problemas de infraestrutura. Não têm posto de saúde, nem da polícia. A segurança é feita por viaturas da PM, que fazem ronda constante nas comunidades. Faltam escolas para atender às crianças; as praças estão abandonadas. A iluminação pública é destruída constantemente pelos criminosos. As vias de acesso estão esburacadas. A coleta de lixo é deficiente. Os sistemas de esgoto e de fornecimento de água são precários e não há transporte público nas comunidades.