Polícia
MAPA DA VIOL�NCIA MOSTRA NOVOS FOCOS
As áreas que hoje mobilizam as ações de segurança pública são os municípios do Vale Mundaú, com ênfase maior em União dos Palmares, Santana do Mundaú, Branquinha, Rio Largo, além de Arapiraca, Pilar, Teotônio Vilela, Marechal Deodoro, São Sebastião, São Miguel dos Campos e Messias, que estão em outras regiões e também apresentam números preocupantes. Maceió, que até 2014 registrava 12 assassinatos por dia, reduziu em 23,3% o número de homicídios em 2015. No ano passado, ficou oito dias consecutivos sem registrar assassinatos e fechou o ano com 564 assassinatos. No mapa da violência do Ministério da Justiça, deixou de ser a capital mais violenta do País. Mesmo assim, ainda apresenta alto número de mortes violentas, sobretudo de jovens. Os pontos mais violentos da capital estão nos bairros do Benedito Bentes, Tabuleiro do Martins, Vergel do Lago, Chã da Jaqueira e Prado. Essas são áreas de baixa renda, de pouca oportunidade de trabalho e que até então dispunham de baixo investimento na infraestrutura. A explosão da violência, sobretudo nas cidades mais populosas, obrigou o Estado a mapear e estudar a evolução e as modalidades das ocorrências policiais. O combate ao crime deixou de ser um ato empírico e passou a contar com pesquisas científicas. Tanto que o Estado criou a Assessoria de Estatística e Análise Criminal, hoje considerada como o coração da Política de Segurança Pública do governo Renan Filho (PMDB). O setor ganhou destaque na gestão do ex-secretário, promotor de Justiça Alfredo Gaspar de Mendonça, que trabalhou durante 14 meses para tirar Alagoas e Maceió das estatísticas de campões nacionais da violência. De acordo com o mapa da violência elaborado pelo Ministério da Justiça até 2014, Alagoas aparecia como o Estado mais violento do País, com 2.046 assassinatos. Isso representava 64,6 assassinatos para cada 100 mil habitantes, seguido pelo Espírito Santo, com 47,3 por 100 mil, e o Ceará, com 44,6 por 100 mil habitantes. O Estado fechou 2015 com 1.804 crimes violentos, ou seja, uma redução de 18% em relação ao ano anterior. Mas, para reverter a triste realidade, era necessário conhecer as causas, os locais, as modalidades de crime e as regiões de maior incidência, ou seja, era preciso obter uma estatística real e fazer análise criminal.