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Novas testemunhas s�o ouvidas

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Dois porteiros que trabalham nas guaritas do Condomínio Jardim Petrópolis II, no bairro de Santa Amélia, em Maceió, prestaram depoimento, ontem, no inquérito que investiga a morte do capitão da Polícia Militar (PM) de Alagoas Rodrigo Moreira Rodrigues, de 32 anos, ocorrida na noite do último sábado, durante uma abordagem feita por uma guarnição do Batalhão de Polícia de Radiopatrulha (BPRP). As testemunhas foram ouvidas pelo delegado Luiz Felipe Rosado, da Força Nacional de Segurança Pública (FNSP), responsável pela apuração do caso, na sala da Delegacia de Homicídios, que fica no Complexo de Delegacias Especializadas (Code), em Mangabeiras. Outras pessoas já foram intimadas e devem ser inquiridas até o fim desta semana. São moradores do residencial onde vive Agnaldo Lopes de Vasconcelos, de 49 anos, preso preventivamente após ter confessado, à Polícia Civil, ser o autor do disparo que matou o policial. Também é esperado o depoimento dos três militares que estavam na viatura sob o comando do capitão Rodrigues no dia do episódio. Uma testemunha-chave do caso, um dos vizinhos que presenciou a ocorrência do início ao fim, também vai ser ouvida. Como o suspeito está preso, o prazo é de 10 dias para conclusão da coleta de provas até que o relatório seja produzido e encaminhado ao Poder Judiciário e, consequentemente, ao Ministério Público Estadual (MPE). Antes mesmo de ter a obrigação de atuar no eventual processo judicial, o promotor Flávio Gomes da Costa, do Núcleo do Controle Externo da Atividade Policial, informou que vai acompanhar todos (ou a maioria dos depoimentos) deste caso, classificado por ele como sendo de grande repercussão. Antes de ser interrogado pelo delegado da Força Nacional, o porteiro José da Silva disse, à reportagem da Gazeta de Alagoas, que não tinha muito a acrescentar sobre o episódio. Ele confirmou que estava de serviço na noite do último sábado, em uma das guaritas do condomínio, mas que apenas viu quando a guarnição chegou ao local, por volta das 22h, e saiu cerca de meia hora depois, com a viatura em alta velocidade. Era o momento, conforme ele mesmo entende, do socorro ao capitão, que acabara de ser baleado na altura do pescoço.

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