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Policiais civis entram em greve

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Não houve qualquer entendimento com o governo para evitar que os policiais civis de Alagoas deflagrassem, ontem, uma greve por tempo indeterminado e de forma imediata. A decisão foi tomada em assembleia da categoria, no Sindicato dos Urbanitários de Alagoas. Desde então, apenas os flagrantes vão ser feitos nas centrais e nas delegacias regionais espalhadas pelo Estado. Os distritos policiais terão um agente, mas ele vai somente orientar a população no que for necessário. Após deliberar pela paralisação, ontem à tarde, o grupo saiu em caminhada até o Palácio República dos Palmares, no centro de Maceió, onde uma comissão do Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol/AL) participou de uma reunião convocada pelo Conselho Estadual de Segurança Pública (Conseg) para detalhar denúncias feitas de precariedade em várias delegacias do interior. Hoje, às 9h, diretores do sindicato vão se reunir, na sede da entidade, para definir como será o calendário de mobilizações daqui para frente. No ano passado, os policiais civis fizeram uma paralisação que durou 26 dias. Atualmente, o quadro efetivo é de 1.800 agentes no âmbito da Polícia Civil de Alagoas. No período da greve, a maior dificuldade para a população deverá ser o registro de Boletins de Ocorrências (BOs). O documento poderá ser solicitado pela internet, mas a validação pode demorar um pouco, já que um policial precisa validá-lo antes que o usuário possa imprimir. O procedimento também poderá ser feito por um delegado, mas dependerá de designação por parte da Delegacia Geral da Polícia Civil. A categoria tem uma lista de 23 reivindicações, que versam sobre ganho real nos salários, melhoria das condições de trabalho, melhor qualificação, convocação de concursados para aumentar o efetivo e revisão do Plano de Cargos, Carreiras e Subsídios (PCCS). Entre os itens pleiteados pela categoria estão a implantação do piso salarial de 60% da remuneração dos delegados de polícia, a revisão do PCCS ? Lei Estadual 7.602/2014 ?, o pagamento do risco de vida, a implantação de todas as progressões e o pagamento retroativo do direito. Segundo o Sindpol, Alagoas é o 24º Estado que paga o menor piso do Brasil.

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