Polícia
PMs s�o ouvidos sobre mortes no Village
A Polícia Civil ouviu, ontem, dois militares que integravam a guarnição do 5º Batalhão que fez a abordagem no Conjunto Village Campestre que resultou na morte de dois irmãos supostamente deficientes mentais e um pedreiro. Eles prestaram depoimento na Delegacia de Homicídios da Capital, que fica no Complexo de Delegacias Especializadas (Code). A dupla não quis falar com a imprensa, mas a defesa sustenta que os policiais agiram dentro da legalidade e que as vítimas reagiram ? a prova é que PMs ficaram feridos. Prestaram depoimento o cabo Jonerson e o soldado Alves. O outro integrante da guarnição, o soldado Lobo, não compareceu ao Code na manhã de ontem, alegando que estava com atestado médico. Segundo o comandante do 5º Batalhão de Polícia Militar (BPM), tenente-coronel Carlos Amorim, Lobo vai ter que fazer procedimento cirúrgico para recuperar o movimento de uma das mãos, atingida por um disparo durante a ocorrência no Village Campestre. As oitivas foram conduzidas pela delegada Teíla Nogueira, que preside o inquérito, e acompanhadas pelo promotor Flávio Gomes da Costa, do Núcleo do Controle Externo da Atividade Policial, além de advogados dos familiares das vítimas e dos próprios militares. O tenente-coronel Amorim confirmou que os PMs foram realocados para o serviço burocrático e ?fazem muita falta na rua?. Segundo ele, os militares eram ?a melhor equipe do batalhão?. De acordo com o coronel, os militares estão sendo acusados do crime antes da investigação ter sido concluída. O advogado dos PMs,Wilson Lins, disse que a tese da defesa é a de que a guarnição agiu dentro da legalidade.