Polícia
Delegado pede mais 60 dias de investiga��o
Maragogi ? O delegado de Maragogi, Ayrton Soares Prazeres, revelou, ontem, que pediu a prorrogação, por mais 60 dias, do inquérito que apura a morte do presidente do Assentamento Irmã Daniela, Edmilson Alves da Silva, assassinado a tiros no dia 22 de janeiro, em Japaratinga. Ele disse que a prorrogação do prazo se deve à complexidade do caso, que possui cinco linhas de investigação, quatro delas ligadas à questões e conflitos agrários, ?Ele tinha muitos inimigos, muitas confusões por causa de invasão de terra. Diante da complexidade, pedimos a prorrogação do prazo?, disse o delegado. Por conta da greve da Polícia Civil, porém, Ayrton Soares teme que as investigações não avancem no ritmo que ele deseja. ?Só estamos trabalhando na lavratura dos flagrantes?, lembrou Soares, que responde pelas delegacias de Maragogi e de Japaratinga. Edmilson morreu aos 35 anos de idade. O líder regional do Movimento de Libertação dos Sem-Terra (MLST) foi assassinado a tiros no início da manhã do dia 22 de janeiro, à margem da AL-465, em Japaratinga, onde fica a sede do Assentamento. Ele foi surpreendido e morto enquanto aguardava a chegada de um carro que o levaria à sede da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em Maceió. O presidente do Assentamento receberia cestas básicas que seriam distribuídas a assentados e acampados da região.