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Justi�a nega liberdade a acusado

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O juiz Geraldo Cavalcante Amorim, da 9ª Vara Criminal da Capital, manteve a prisão preventiva do suspeito de ter matado o capitão da Polícia Militar de Alagoas (PMAL) Rodrigo Moreira Rodrigues, crime ocorrido no dia 10 de abril, durante uma abordagem do Batalhão de Polícia de Radiopatrulha (BPRp), no bairro de Santa Amélia. Havia um pedido à Justiça da defesa para que Agnaldo Lopes de Vasconcelos tivesse a liberdade provisória, relaxamento da prisão ou revogação da prisão preventiva concedidos. No entanto o magistrado entendeu que não há motivos para a concessão agora. A decisão está publicada no Diário de Justiça Eletrônico e foi proferida nessa terça-feira, 19. Os advogados alegaram, na petição, que Agnaldo é réu primário, possui residência fixa e bons antecedentes, além de não ser uma pessoa agressiva, que representasse um perigo para a ordem pública. A defesa justificou, ainda, que o suspeito tem um filho menor de idade e que necessita dos cuidados permanentes do pai. Porém as alegações não foram acatadas por Geraldo Amorim. ?Até o momento, não percebo a efetiva necessidade de substituir a prisão preventiva do suspeito em prisão domiciliar. Destarte, o simples fato de o investigado ter filho menor de 12 (doze) anos, por si só, quando as condições pessoais do investigado não se coadunam com a revogação da custódia preventiva, não assegura o direito de reclusão domiciliar?, destaca o magistrado. O promotor José Antônio Malta Marques, que atua na 9ª Vara Criminal, já havia se manifestado pela manutenção da prisão preventiva de Agnaldo Vasconcelos. O representante do Ministério Público Estadual (MPE) justificou, no parecer encaminhado ao juiz, que não havia, no processo, qualquer fato novo que pudesse modificar a custódia do suspeito. Agnaldo foi preso e autuado em flagrante no dia em que o fato aconteceu. De acordo com a Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic), ele estava na casa da namorada quando foi localizado por integrantes da Radiopatrulha. Foram apreendidas duas armas neste local (uma espingarda e um revólver do calibre 38, que seria a arma do crime). No mesmo dia em que ele foi preso, uma juíza que estava no plantão judiciário converteu a prisão em flagrante em preventiva.

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