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Caixa Econ�mica teve preju�zo de R$ 220 mi com fraudes no interior

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A Polícia Federal em Alagoas desarticulou, ontem, uma suposta quadrilha acusada de criar uma demanda fictícia para vender casas do programa federal ?Minha Casa Minha Vida? por valores superiores ao que valia cada imóvel. O grupo teria lesado a Caixa Econômica Federal (CEF) em R$ 220 milhões. Ao todo, 37 pessoas, entre elas 11 empresários (de Teotônio Vilela, São Miguel dos Campos e Penedo) da Engenharia Civil, empreiteiros, funcionários da Caixa Econômica Federal, contadores e mutuários, foram conduzidos coercitivamente a prestarem depoimentos sobre o caso. ?Devido à criação de uma demanda fictícia, para aquisição de imóveis, e por conta do pagamento dessas propinas para os funcionários da CEF, e uma parte do valor para esses mutuários que não tinham condições de adquirir esses imóveis, houve uma supervalorização dos imóveis na região, de forma que a CEF chegou a pagar R$ 70 mil por imóveis que valiam, na realidade, menos de R$ 10 mil. Houve uma verdadeira bolha imobiliária devido a esse esquema?, disse o superintendente regional da Polícia Federal em Alagoas, delegado Bernardo Gonçalves de Torres. Batizada de Cabala, a operação que resultou na desarticulação do grupo contou mais de 200 policiais federais de Alagoas, Pernambuco, Bahia, Sergipe, Paraíba e Rio Grande do Norte. Eles cumpriram 27 mandados de busca e apreensão e 27 mandados de sequestro, com inquirição de 40 pessoas envolvidas em fraudes. O esquema funcionava desde 2010, mas teria chegado ao conhecimento da PF três anos depois.

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