Polícia
V�timas com renda de R$ 117,00 n�o conseguiam pagar presta��es
Para o delegado que presidiu o inquérito, Antônio Carvalho, as investigações contaram com duas frentes. ?A primeira era referente às pessoas que compraram casas pelo o programa Minha Casa Minha Vida ? faixa 1 (que o cidadão recebe até R$ 1.800 mil). E a segunda frente foram os conjuntos habitacionais que foram feitos e que 67 casas foram depredadas?, disse Conforme o delegado, as vítimas das fraudes, em sua maioria, eram pessoas beneficiárias do Bolsa Família. ?Os vendedores começaram a perceber quer construir casas e vender pelo Minha Casa Minha Vida era um grande filão. E pessoas que são beneficiárias do Bolsa Família constam no Cadastro Único, cuja única renda é de R$ 117 por mês e não têm a menor condição de adquirir uma casa financiada. Então os vendedores procuravam essas pessoas e ofertavam a residência, facilitando sua venda com um empréstimo que chegava até R$ 5 mil, e, com o dinheiro em mãos, o cidadão conseguia pagar alguns boletos do financiamento?, informou. A investigação deve acontecer na Prefeitura de Teotônio Vilela. ?Foi observado que, para começar uma construção, é preciso um alvará, de uma licença. E quando conclui a construção, você solicita o habite-se, para poder habitar. Só que, em alguns casos, na CEF, a licença de alvará saía no mesmo dia do habite-se. Ninguém consegue construir uma casa em um dia. Próximo passo é ouvir os funcionários da Secretaria de Administração, responsáveis pela concessão dos alvarás de construção e habite-se?, disse Carvalho.