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Policiais civis voltam ao trabalho

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Foram 25 dias parados, numa das mais expressivas mobilizações do Sindicato dos Policiais Civis do Estado de Alagoas (Sindpol-AL). Nesse período, eles fecharam o Porto de Maceió por três dias, mantiveram acampamento em frente à Central de Flagrantes e resistiram à declaração de ilegalidade da greve reafirmada três vezes pela Justiça. Ontem, em assembleia geral realizada pela manhã, no Clube de Engenharia, os agentes e escrivães da Polícia Civil decidiram encerrar a greve. Mesmo sem ter conseguido avançar na principal reivindicação: a conquista de um piso equivalente a 60% do salário-base de um delegado, eles resolveram voltar ao trabalho. Essa discussão ficou no aguardo de uma contraproposta do governo, prevista para o próximo mês de agosto A decisão sobre o fim da greve é resultado, em parte, de sucessivas reuniões de conciliação realizadas com a mediação do Tribunal de Justiça, mas levou em consideração, principalmente, a promessa de anistia dos processos administrativos contra a categoria, em função da ilegalidade da paralisação. A pedido do Estado, a Justiça já havia determinado o bloqueio da conta bancária do sindicato e arbitrado multa de R$ 70 mil diários, por desobediência à ordem de volta ao trabalho. O desembargador Alcides Gusmão ainda tinha sobre a mesa, aguardando sua decisão, um pedido de prisão contra o presidente do Sindpol, feito pela Procuradoria Geral do Estado (PGE). Com o encerramento da greve, segundo foi acordado, esses procedimentos devem ficar sem efeito. Isso foi garantido, segundo o presidente do Sindpol, numa reunião com o secretário de Segurança Pública, coronel Lima Júnior, minutos antes de começar a assembleia dos policiais. Segundo ele, o secretário entrou em contato com o governador Renan Filho e confirmou a anistia dos processos administrativos. Esse ponto deve constar, por escrito, no acordo de conciliação, tratado em 11 de maio, em audiência no Tribunal de Justiça.

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