Polícia
Ex-sargento vai para o semiaberto
Já está sendo monitorado por tornozeleira eletrônica, pela segunda vez, o ex-sargento da Polícia Militar de Alagoas Raimundo Edson da Silva Medeiros, que era acusado de envolvimento em pelo menos 30 homicídios cometidos em Alagoas e Pernambuco. Medeiros foi beneficiado com progressão de pena e, por determinação do juiz José Braga Neto, titular da 16ª Vara Criminal da Capital/Execuções Penais, passou para o regime semiaberto. O ex-militar foi apontado, entre outros crimes, como participante da morte de um promotor de justiça, de um assessor parlamentar, de um policial civil e de um motorista da Prefeitura de Satuba. Quando foi preso, em 2006, conseguiu escapar da carceragem da Superintendência da Polícia Federal (PF) em Alagoas juntamente com outro detento. Até agora, não se sabe como Medeiros e o comparsa conseguiram furar a blindagem. Por estes e outros motivos, ele foi expulso das fileiras da Polícia Militar, foi condenado por homicídio, passou por uma penitenciária federal e, atualmente, estava recolhido no Presídio Militar, em Maceió. O pedido de progressão da pena, feito pela defesa do reeducando, já havia recebido um parecer favorável do Ministério Público Estadual (MPE). A alegação era de que o ex-militar já havia cumprido mais de um sexto da pena de 15 anos de reclusão, imposta a ele justamente por prática de assassinato, prevista no artigo 121 do Códido Penal. A decisão de Braga Neto está publicada no Diário Eletrônico da Justiça e foi tomada no dia 10 de maio. A partir de agora, por estar sendo vigiado 24 horas, o ex-PM não pode se ausentar do Estado sem a prévia comunicação e passa a ser obrigado a comparecer mensalmente, em Juízo, para justificar a rotina. Caso viole o regulamento, o juiz avisa que vai decretar a prisão preventiva, como já fez em outra oportunidade. Medeiros era monitorado por tornozeleira, mas descumpriu as regras e retornou ao sistema prisional. Por este motivo, ficou mais tempo recolhido do que o previsto. A audiência admonitória (na qual as condições para o semiaberto são apresentadas ao reeducando) já aconteceu. A partir dela, o equipamento eletrônico foi autorizado.