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Sem-terra deixam fazenda pacificamente

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Após mais de três horas de negociação com uma equipe de Gerenciamento de Crise da Polícia Militar de Alagoas, trabalhadores rurais ligados ao Movimento Sem Terra (MST), acampados em uma área próxima à região da Alça da Flamenguinha, na Fazenda Laranjeiras, em São Luís do Quitunde, aceitaram sair do assentamento de forma pacífica. A reintegração foi expedida pelo juiz em substituição da 29ª Vara Cível da Capital do Fórum Agrário, Odilon Raimundo Maciel Marques Luz, e começou a ser executada ontem por um efetivo de cerca de 35 policiais militares. Apesar disso, o cumprimento do mandado de reintegração de posse da área ocupada por cerca de 100 famílias cadastradas pelo movimento agrário pode se estender até o fim do dia de amanhã. A operação é comandada pelo 6º Batalhão de Polícia Militar (BPM) e tem o reforço do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), Batalhão de Polícia Ambiental (BPA) e o suporte de equipe de assistentes sociais, além de uma ambulância da Polícia Militar de Alagoas. Para o comandante do 6º BPM, coronel Klinger Mário, é importante que em qualquer operação de reintegração de posse a equipe de Gerenciamento de Crise esgote todas as possibilidades de negociação para que, somente em último caso, seja utilizada a força policial. ?O uso da força policial é o último recurso a ser utilizado. A tropa está presente, principalmente, para a segurança do oficial de justiça, do negociador, mas em nenhum momento tem a ideia do embate direto como principal objetivo?, destacou. Durante a negociação, os trabalhadores rurais alegaram que foram pegos de surpresa e que nenhuma audiência tinha sido realizada para informar sobre a operação. Dona Josefa Leobino da Silva, de 72 anos, desesperou-se ao ver o cerco policial. ?Para onde a gente vai, pedir esmola? A gente não sabia de nada, não vivemos assim na insegurança porque queremos. Se eu soubesse, a gente tinha se preparado para sair. Agora, minha casa, minhas plantações de macaxeira, batata, meu sustento está tudo aqui?, desabafou. A área foi ocupada há mais de um ano pelo MST.

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