Polícia
Mais de uma crian�a � estuprada por dia em Alagoas
A barbárie cometida contra uma adolescente de 16 anos, moradora do Rio de Janeiro e que foi estuprada por mais de 30 homens, inflamou a sociedade, causou revolta e uma campanha nas redes sociais, além de ter mobilizado grupos feministas no Brasil inteiro, inclusive em Alagoas. Ontem à tarde, cerca de 60 mulheres se reuniram na sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em Jaraguá, para discutir sobre este episódio e definir quais medidas poderiam seriam tomadas em repúdio à violência contra o gênero. Em um ano, no período de 23 de maio de 2015 a 23 de maio de 2016, a Polícia Civil de Alagoas registrou 47 casos de estupro. Somente na 1ª Delegacia Especial de Defesa dos Direitos da Mulher, foram 12 casos neste período. Este ano, já são seis. Ainda foram registrados um caso de assédio sexual, três de atos obscenos, um de estupro de vulnerável e outro de tentativa de estupro ? todos envolvendo pessoas do sexo feminino. Outro dado que preocupa em Alagoas é o crescente número de estupros de vulneráveis (com idade até 14 anos). De janeiro a maio deste ano, foram 150 registros deste crime no Estado, sendo 41 em Maceió. Conforme o levantamento, de 2014 para 2015 houve crescimento da quantidade de casos em Alagoas. O número geral passou de 412 estupros de vulneráveis para 419. Em Maceió, eles subiram de 92 para 105. Para todos, um inquérito foi instaurado pela Polícia Civil. Parte dos autores foram presos e as vítimas passaram por acompanhamento psicológico e algumas por tratamento médico. De acordo com a Delegacia dos Crimes contra a Criança e o Adolescente (DCCCA), a maioria dos casos que chegam à especializada é proveniente dos conselhos tutelares, que recebem as denúncias nos bairros e repassam para a polícia investigar. Também acompanham as crianças e os adolescentes que foram estuprados e dão orientações aos familiares. Boa parte das denúncias também é levada à delegacia por meio do Disque Denúncia 181, da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP), ou por demanda espontânea, quando a própria vítima ou familiares dela procuram a polícia para relatar os fatos.