Polícia
Corretor que atirou em PM pode deixar pris�o
Os desembargadores que integram a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça (TJ) de Alagoas devem julgar, hoje pela manhã, o pedido de habeas corpus em favor do corretor de imóveis Agnaldo Lopes de Vasconcelos, que confessou ter atirado e matado o capitão da Polícia Militar Rodrigo Moreira Rodrigues, no dia 9 de abril deste ano, no bairro de Santa Amélia, em Maceió. A defesa do paciente revela que há um parecer recomendando a soltura dele da Procuradoria Geral de Justiça. A confirmação de que a solicitação está na pauta foi dada pelo próprio TJ, por meio do Diário Eletrônico da Justiça, e pelo procurador de Justiça Antônio Arecippo, a quem caberá fazer a sustentação oral representando o Ministério Público Estadual (MPE). Arecippo não confirmou para a reportagem qual entendimento será defendido na hora. Ontem à tarde, ele informou que, pela ordem, o habeas corpus de Agnaldo será o 40º a ser analisado pelos desembargadores. O procurador não quis comentar o parecer do colega do MPE sobre o assunto e explicou que não é regra manter o entendimento. A sustentação oral é que valerá como posição do Ministério Público durante o julgamento. O advogado Lutero Gomes Beleza, que defende o suspeito, também vai argumentar durante a análise do pedido de liberdade. Ele reafirma que a principal justificativa apresentada no pedido para tirar Agnaldo da cadeira é a de que ele não representaria risco algum para a sociedade se estivesse solto. ?O paciente não tem necessidade de permanecer preso preventivamente e agiu naquele dia devido a uma postura atípica da guarnição?, argumenta.