Polícia
Celular vira alvo de assaltantes
Ter um celular deixou de ser artigo de luxo para dar lugar a um utilitário essencial na vida do brasileiro. Como, atualmente, a maioria da população carrega, no mínimo, um aparelho desses, a vulnerabilidade de quem o utiliza chama a atenção dos criminosos. Em Maceió, segundo dados levantados pelo núcleo de estatística da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP), de janeiro até o dia 25 de maio deste ano, foram registrados 273 casos de roubo ou furtos de celulares na Polícia Civil. E este quantitativo está subnotificado; certamente é muito maior, levando em consideração que a maioria das vítimas prefere apenas bloquear o chip do aparelho e não registra o Boletim de Ocorrência (BO). É o caso da atriz Cibelle Araújo. Ela foi assaltada duas vezes e em nenhuma delas teve interesse em procurar uma Delegacia de Polícia para registrar a queixa. Acredita que não dá resultado. No início do ano, em um domingo, Cibelle recorda que, por volta das 7 horas da manhã, entrava numa rua próxima a um colégio particular, no Barro Duro, em Maceió, quando foi abordada por um criminoso em uma motocicleta. Curioso é que a abordagem aconteceu bem próximo à Delegacia de Roubos e Furtos. ?Estava indo para o centro comunitário. O cara veio numa moto, bem arrumado, disse que se eu não desse o celular atirava. Acredito que ele não tinha arma, mas não dá pra arriscar, não é? Ele desceu da moto, me ?apalpou?, entreguei o celular, ele jogou o fone de ouvido, disse pra eu não olhar pra ele e foi embora. Bem vestido, perfumado, moto nova. Ainda lembro da roupa: capacete preto, calça jeans, camisa polo verde, e sapatênis. Segui para o meu destino e, quando retornei, por volta das 10 horas, tinha um carro da polícia fazendo rondas, mas nem perdi meu tempo em falar nada?, destaca. Da outra vez em que foi assaltada, a atriz recorda bem. Foi no dia 2 de maio deste ano, às 6h30, em um ponto de ônibus situado no bairro do Feitosa. Ela estava aguardando a condução para trabalhar e quando um motoqueiro se aproximou não havia ninguém por perto. ?O bandido dobrou a esquina, todo de preto, ameaçou atirar, mandou eu jogar o celular no chão e não olhar pra ele, mas eu olhei, instinto, não sei. Ele pegou o celular e saiu?, conta.