Polícia
Pessoas preferem n�o acionar a pol�cia
Em números, a Polícia Civil registra até poucos casos de roubos de celulares na capital. E o motivo é obvio. As vítimas acreditam que não vão conseguir recuperar o bem e pensam que indo a uma delegacia vão perder tempo. Dos 273 casos registrados até dia 25 de maio deste ano, a maior parte aconteceu nos meses de fevereiro (mês do carnaval) e em maio. Foram 80 e 86 casos, respectivamente. Em janeiro, registraram 57 ocorrências; em março, 24; e abril, 26. No ano passado, foram 880 casos registrados no ano inteiro, de acordo com a SSP, sendo 37 em janeiro, 53 em fevereiro, 63 em março, 88 em abril e 56 em maio, totalizando 297 até este período. Os bairros com maiores registros de ocorrências neste sentido são Tabuleiro do Martins, Farol, Benedito Bentes, Jacintinho, Jatiúca, Centro, Cidade Universitária, Feitosa, Poço e Pinheiro. Não muito distantes estão Santa Lúcia, Clima Bom, Gruta de Lourdes, Ponta Grossa, Vergel do Lago e Cruz das Almas. A delegada de Roubos da Capital, Maria Angelita Sousa, ressalta que o número de assaltos com a tomada dos celulares das vítimas é muito maior do que as estatísticas. As vítimas, segundo ela, preferem, ao invés de solicitar da polícia a apuração do caso, sofrer com a perda inesperada do bem e enfrentar a burocracia para cancelar o chip até recuperar o número e comprar um novo aparelho. A orientação é para que todos os casos sejam registrados para ajudar na identificação dos suspeitos.