Polícia
Delegada investiga esquema
As prisões de uma mulher, suspeita de atuar como médica sem ter o diploma, e do marido dela, por envolvimento neste mesmo golpe, ocorridas na semana passada, revelaram que o esquema é bem mais amplo. Após a divulgação do caso pela imprensa, mais uma vítima procurou a Polícia Civil para denunciar o golpe. A delegada Maria Aparecida Araújo, do 3º Distrito Policial (DP), comunicou o caso, ontem à tarde, à Superintendência Regional de Polícia Federal (PF) em Alagoas porque prevê fraude em aposentadorias e na concessão de atestados médicos. Embora haja indícios de falsificação dos procedimentos, ainda não há como confirmar se a PF vai fazer uma investigação paralela. Ela somente ocorrerá caso seja provado que alguma irregularidade cometida pelo casal em questão atingiu a Previdência Social. Caso contrário, a apuração ficará restrita à Polícia Judiciária Estadual. De acordo com a delegada, o ofício encaminhado serve para notificar a existência de um inquérito que investiga falsificação de documentos e uso ilegal da profissão médica. Juciane Brandão foi presa na sexta da semana passada, na Rua Santo Antônio, dentro de uma clínica situada no bairro de Ponta Grossa, em Maceió, depois de ter sido denunciada por pacientes e por uma médica que, inclusive, tinha seu nome grifado em um dos carimbos encontrados com a suspeita. O marido dela, Williams Batista, também foi detido por envolvimento no esquema. Apenas um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) foi confeccionado e os dois foram liberados da Central de Flagrantes. Ontem à tarde, uma professora de Pilar esteve na sede do 3º DP espontaneamente e alegou que reconheceu Juciane em reportagens veiculadas na imprensa. Ela disse que, em fevereiro, o esposo, que é policial militar, adoeceu e os dois foram ao posto de saúde mais próximo. Na unidade, uma pessoa teria oferecido a consulta da falsa médica a preço popular. Um contato telefônico foi feito e acertada o acompanhamento em domicílio pelo valor de R$ 150.