Polícia
LONGA PERMAN�NCIA � DISTOR��O DE PAPEL
O advogado Pedro Montenegro, que atua nos Direitos Humanos, é ponderado ao falar sobre a atuação da Força Nacional em Alagoas. Ele prefere não comentar algumas denúncias de abordagens truculentas e admite que teve conhecimento, por meio da imprensa, de guarnições da tropa agindo agressivamente durante operações integradas da Segurança Pública. Segundo ele, o objetivo da Força nos estados é fazer intervenções de curta duração, de maneira utópica, quando se tem um pedido das unidades para uma emergência. Na avaliação do advogado, há, no mínimo, uma distorção do papel da Força ao passar mais de quatro anos, sem interrupções, atuando na mesma localidade. Com base em uma investigação da implantação do programa Brasil Mais Seguro em Alagoas, Montenegro revela que o custo da permanência da Força Nacional no Estado de julho de 2012 a março de 2013 foi de R$ 14,6 milhões, o que deu um valor mensal de R$ 1,4 milhão aos cofres da União. O Estado não tem qualquer despesa com a tropa ? pelo contrário, recebe pela permanência dela. O valor das diárias de um policial da tropa federal já foi até alvo de discussão e contestação por parte do Tribunal de Contas da União (TCU). O secretário de Estado da Segurança Pública de Alagoas, coronel Paulo Domingos Lima Júnior, elogiou o trabalho da Força Nacional, que consiste em quatro vertentes: ostensividade, investigação, no Corpo de Bombeiros e na Perícia Oficial. Segundo ele, a contribuição é grande para o fortalecimento da integração das polícias. ?A tropa está em todas as operações integradas da Segurança e só temos a agradecer e elogiar o trabalho importantíssimo da Força?, avalia.