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Morte de Abinael custou R$ 6 mil

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Qual o preço da morte? A do analista de sistemas Abinael Ramos Saldanha, um jovem de 25 anos cheio de planos profissionais e pessoais, custou R$ 6 mil. O valor era suficiente para tirar de cena aquele que seria um empecilho ao crescimento profissional de outro rapaz, de 30 anos, que fingiu o tempo todo ser amigo, parceiro de todas as horas da vítima. No pensamento de Ericksen Dowel da Silva Mendonça, surgiu a ideia de tirar a vida de uma pessoa que atrapalharia os seus planos funcionais. Contratou um justiceiro e, por pura inveja, planejou o ataque: um tiro certeiro na cabeça e a desova em um canavial no município de Rio Largo. Detalhes desta trama, que poderia ser até enredo de um longa-metragem, foram repassados ontem, em entrevista coletiva com a imprensa, pela cúpula da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP). Em poucos dias do desaparecimento de Abinael, a polícia recebeu inúmeros informes, checou vários dados, mas foi pelo sistema do aparelho celular da vítima que o paradeiro dos suspeitos foi encontrado. A repercussão deste caso ganhou uma proporção grandiosa nas redes sociais e despertou a atenção da mídia. A polícia se calou, por alguns dias, mas conseguiu elucidar rapidamente o caso e prender as peças mais importantes deste quebra-cabeça que se formou. A investigação foi iniciada pela equipe do delegado coordenador da Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic), Ronilson Medeiros, um dia após o sumiço do jovem. A primeira hipótese era a de que se tratava de um sequestro, mas a linha foi sendo descartada, aos poucos, quando o tempo foi passando. Mas, por meio do rastreador do telefone móvel, foi possível achar os envolvidos. O primeiro deles foi Jalves Ferreira Rocha da Silva, de 24 anos, que comprou o celular de Abinael. A prisão dele foi decretada no dia 20 de junho. No mesmo dia, ele foi capturado, optando por quebrar o silêncio e revelar como se deu a trama. Ele foi apontado como autor material e Ericksen, o mandante do crime.

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