Polícia
Mandante de crime ajudou nas buscas promovidas por fam�lia
O melhor amigo de Abinael já havia sido ouvido pela polícia. No entanto, chamou a atenção o comportamento dele não ter sido alterado mesmo com o desaparecimento. Ele, inclusive, participou das buscas em vários locais da cidade, promovidas pela família da vítima, e não demonstrava qualquer arrependimento ou desespero com o sumiço. ?Chamou a atenção da nossa equipe o fato de ele não aparentar, inicialmente, qualquer emoção sobre o caso, já que ele e a vítima só viviam juntos, foi levado para trabalhar na mesma empresa que Abinael, participou das buscas e estava totalmente atônito, sem esboçar qualquer reação. E, durante as buscas, Ericksen sempre levantava a questão de que a vítima poderia não estar aguentando a pressão do trabalho, da família da noiva para o casamento, que o salário era limitado. Seria uma estratégia dele para despistar?, avaliou o delegado. Apenas quando o corpo apareceu, ele confessou a prática. Ericksen alegou que estaria devendo uma quantia de R$ 12 mil ao Abinael e que vinha sendo cobrado insistentemente. O delegado disse que manteve contato com a família para descobrir se esta dívida realmente existia, mas os parentes dizem desconhecê-la. ?Justamente por não suportar a pressão da cobrança, teria premeditado o crime há duas semanas, contratando um velho conhecido, que morou próximo a ele, para matar a vítima. O executor teria cobrado o valor de R$ 6 mil, que seria pago de maneira fragmentada. Três delas já haviam sido repassadas, sendo duas de R$ 1.500, feitas antes do crime, e mais uma de R$ 1.400, paga após a confirmação do assassinato. No dia do fato, segundo a investigação, Ericksen teria simulado a troca do pneu de um veículo justamente na rota em que Abinael costumava passar. Era, de acordo com a polícia, a emboscada orquestrada para levá-lo à morte. A vítima vinha conversando ao telefone com o gerente da mesma loja, de Sergipe, e interrompeu o contato com ?ajudar? o amigo necessitado.