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Como��o marca sepultamento

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O desespero tomou conta dos familiares do analista de sistema Abinael Saldanha, que foi sepultado, no fim da tarde de ontem, no cemitério Memorial Parque Maceió, localizado no Benedito Bentes. Uma multidão compareceu ao funeral e se emocionou bastante com a despedida do jovem, assassinado com um tiro na cabeça e que teve o corpo desovado em um canavial, em Rio Largo. Os parentes e os amigos eram os mais aflitos. Discursos emocionados enalteceram as qualidades da vítima e ressaltavam a maneira cruel como ele foi executado por um motivo tão banal, conforme foi revelado pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP). O pai de Abinael precisou ser retirado de perto do caixão do filho, lacrado devido ao avançado estado de decomposição, depois de uma crise emocional. Ele gritava de tanto desespero. Foi um dos momentos de maior comoção durante a sepultamento. Outros familiares o ampararam, enquanto os funcionários do cemitério desciam com a urna à cova. ?Abinael era um menino muito educado. Vivia na igreja e nunca se envolveu em nenhuma confusão. Sempre tratou bem as pessoas, mas infelizmente não sabemos o que ele fez para que esse assassino fizesse essa crueldade com ele. Ele sempre foi bastante elogiado pelos patrões?, afirma Aldo Saldanha, tio da vítima. O primo de Abinael revelou que a família ficou em choque e por mais que os indícios apontassem para o final trágico, encontrar o corpo foi algo que não estava nos planos. ?A família está toda em choque porque ele era uma pessoa muito boa, nunca fez mal a ninguém. Era bastante elogiado na empresa. Tive um sonho antes de ontem e tive a certeza de que ele estava morto?, comentou.

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