Polícia
Sa�da da For�a Nacional desfalca a seguran�a em Alagoas
Como uma das estratégias de garantir a ordem nos Jogos Olímpicos deste ano, o Ministério da Justiça e Cidadania determinou a transferência imediata de toda tropa da Força Nacional de Segurança Pública (FNSP) para o Rio de Janeiro. O grupo que atuava em Alagoas desde 2012 (tanto no policiamento ostensivo como na investigação de crimes, perícia e no Corpo de Bombeiros) teve que ser remanejado. A forma abrupta como se deu a saída do efetivo pegou a Segurança Pública do Estado de surpresa e desfalcou a pasta. Um dos problemas gerados é na Delegacia de Homicídios da Capital, onde parte da tropa era responsável por cerca de 70% da investigação dos homicídios. O governo do Estado avalia que os resultados obtidos pela Força Nacional no combate à criminalidade em Alagoas precisam ter continuidade. Por isso, o governador Renan Filho (PMDB) anunciou, ontem, que vai pessoalmente a Brasília, nos próximos dias, negociar o retorno do grupo assim que o evento esportivo termine. Ainda não se tem confirmação de que a tropa irá voltar aos locais de onde saiu. Há duas semanas, a Gazeta publicou uma reportagem em que autoridades ligadas à segurança pública elogiaram o empenho da FNSP, mas que não deixavam claro se a permanência da tropa em Alagoas ainda era necessária. Ontem, um delegado de polícia local abriu o jogo sem querer se identificar. Não deixou de enaltecer o trabalho do efetivo de fora, mas criticou a forma como a investigação desse grupo é feita. ?A Força Nacional não sofistica a investigação quando necessária em alguns casos, haja vista a orientação de findar o inquérito em até 30 dias. Dificilmente se conclui a investigação em um mês, daí eles [os delegados e agentes da FNSP], geralmente, ficam na prova testemunhal e não tentam uma quebra de sigilo e outras ferramentas?, critica. O delegado local arrisca dizer que a tropa federal é responsável por aproximadamente 70% das investigações em andamento, hoje, na Delegacia de Homicídios da Capital, mas a qualidade da apuração é menor. Por outro lado, ele reclama da falta de incentivo da Delegacia Geral em relação à delegacia especializada. ?Não temos condições, com a estrutura atual, de assumir tudo. Nem plantão nem investigação de seguimento. A investigação de homicídios requer policiais treinados e estimulados. Precisamos estruturar e treinar policiais locais para fazer a investigação?, avalia.