Polícia
Pol�cia Militar tem car�ncia de 8 mil homens
O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Edmilson Cavalcante, declarou que a corporação precisa de mais oito mil homens para combater a criminalidade em Alagoas. Segundo ele, na maioria das cidades, o déficit de policiais chega a 50 por cento. Hoje, a PM alagoana dispõe de oito mil e 200 homens, mas precisa dobrar o efetivo para conter a escalada da violência no Estado. A tropa concentra três mil e 800 militares nos maiores núcleos urbanos como, por exemplo, as cidades de Arapiraca, Palmeira dos Índios, Santana do Ipanema, Penedo e Maragogi. A PM de Alagoas realizou concurso público, oferecendo mil vagas, no ano passado, porém dos mais de 20 mil inscritos, apenas cerca de 500 candidatos foram aprovados e já fazem parte da corporação. ?Em que pese o esforço do governador do Estado, ainda há carência de meios humanos e materiais; como viaturas, armamento e até coletes. Enquanto esses meios não são colocados à disposição, o lema e otimizar o emprego do que se tem, de maneira racional?, explicou o oficial. Desde que assumiu o comando da Polícia Militar, o coronel Edmilson tenta corrigir as carências, reduzindo o efetivo em atividade burocrática e colocando nas ruas. ?Estamos transferindo o expediente administrativo dois dias na semana para atividades operacionais?, destacou ele, acrescentando que, ?independentemente disto, estamos determinando a realização de operações com apoio de tropas especiais em cidades que apresentem índice crítico de violência e até substituindo efetivos lá instalados?, completou. Fiscalização O coronel Edmilson Cavalcante informou que a PM já realiza um serviço de fiscalização até em rodovias federais, com o propósito de combater os assaltos a ônibus. ?A competência do serviço de segurança nas estradas federais é da Polícia Rodoviária Federal, nós só colaboramos?, lembrou o comandante. Ele assegurou que em todo o Estado os batalhões estão realizando trabalho de combate aos assaltos; entretanto, a corporação está avaliando os resultados. ?Paralelamente, há também um empenho integrado das polícias com a finalidade de identificar as quadrilhas que estão agindo nas diversas regiões do Estado?, continuou. O comandante-geral da PM concorda com a decisão do secretário de Justiça e Defesa Social do Estado, delegado Robervaldo Davino, quanto a coibir a ação de comboios particulares serem usados na segurança de ônibus e caminhões, em virtude de se tratar de uma atividade clandestina e irregular. ?É uma questão de controle da situação?, frisou o coronel. Quanto ao reforço no policiamento nas saídas de Maceió, Edmilson Cavalcante assegurou que já está em atividade. ?A Operação Alerta Geral foi reativada e não só com relação a taxistas, mas também aos seqüestros relâmpago e para prestar segurança à comunidade?, advertiu Cavalcante, destacando que o trabalho deu os primeiros resultados, na semana passada, quando foram presos quatro suspeitos de tráfico de drogas e apreendida uma espingarda 12, uma pistola calibre 9 milímetros, privativa das Forças Armadas, além de dois revólveres. Esmolas de prefeituras O coronel alertou para o fato de que todo trabalho da Polícia Militar está sendo custeado pelo Estado, ressaltando que os Grupamentos da Polícia Militar (GPM) não precisam mais pedir ajuda às prefeituras, uma prática antiga que comprometia o desempenho da corporação, em virtude de atrelar a polícia ao poder político local. ?Alimentação, combustível e aluguel dos prédios são pagos pela própria Polícia Militar, pois dispomos de recursos para tal ?, garantiu ele. ?Se algum GPM vem sendo mantido por prefeituras é à revelia do comando, passível de punição. Para o atual comando as ?esmolas? acabaram e se existe alguma carência os comandantes têm caminho aberto para me procurar, com o fim de resolvê-los. Edmilson Cavalcante admitiu que se uma comunidade se dispõe a colaborar com o setor de segurança pública, deve fazê-lo oficialmente, criando um fundo municipal de segurança e que este seja gerido pela sociedade, o que ocorre na município de Penedo, com benefícios para os dois lados. Outro ponto enfocado pelo coronel da PM, diz respeito à frota de veículos. ?Toda reposição está sendo feita com verba de custeio. Ele alertou ser custoso para o orçamento da corporação, principalmente porque ainda temos viaturas velhas (Ipanemas) que precisam ser alienadas, mas devem continuar em operação até que novas sejam adquiridas pelo Estado.