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Falsifica��o movimentava milh�es

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Onze pessoas presas; quatro armas aprendidas, jetski, lancha e mais oito veículos; quase R$ 200 mil recolhidos, sendo R$ 165 mil em cheques e R$ 33 mil em espécie; e a apreensão de 2.920 caixas (quase 3 milhões de maços) de cigarros falsificados, principal produto de duas quadrilhas que atuavam em Alagoas e em outros quatro estados do Nordeste, gerenciando e movimentando uma cadeia milionária de financiamento, produção, distribuição e revenda desses produtos. Ao todo, foram 29 mandados de busca e apreensão e 14 mandados de prisão, todos expedidos pela 17ª Vara Criminal da Capital, que determinou o sequestro e indisponibilidade de bens móveis e imóveis das duas quadrilhas, supostamente comprados com o dinheiro do crime. Escutas telefônicas autorizadas pela Justiça revelam que uma dessas quadrilhas movimentava cerca de R$ 1 milhão por ano. Os mandados foram cumpridos em Maceió e Arapiraca (oito prisões); Lauro de Freitas (BA), e Caruaru (PE), onde estavam sediadas as centrais regionais de distribuição das duas organizações, sendo uma prisão em cada uma; e uma em Natal (RN). A princípio, as pessoas detidas cumprem prisão temporária de 5 dias, e deverão responder pelos crimes de receptação qualificada (com objetivo de lucro com o comércio de produtos); falsificação de documentos (que facilitavam a circulação da mercadorias nos estados, como se fossem bebidas); lavagem de dinheiro (com a compra de bens de luxo) e organização para o crime. Os presos da operação Kapnós foram levados para a Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic), na capital alagoana. Já o material apreendido ficará na Academia de Polícia Militar de Alagoas.

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