Polícia
Per�cia reproduz triplo homic�dio
Três meses após a abordagem policial que resultou na morte dos irmãos Josenildo e Josivaldo Ferreira Aleixo, de 16 e 18 anos, e do pedreiro Reinaldo da Silva Ferreira, de 46 anos, cinco peritos do Instituto de Criminalística (IC) realizaram a reprodução simulada. O trabalho começou ontem à noite e se estendeu até a madrugada de hoje, no conjunto Village Campestre. Caso não haja prorrogação de prazo, o laudo sobre o crime praticado dia 25 de março pode ficar pronto em até 10 dias úteis. Acompanhados do advogado Wilson Lins e do comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar (BPM), coronel Carlos Amorim, os militares que participaram da ação policial se apresentaram à delegada Rebecca Cordeiro, que é coordenadora da Delegacia de Homicídios. Na cena, o advogado dos policiais informou que eles colaborariam, mas estavam comovidos por retornar ao local. ?Eles não vão participar porque estão muito abalados. Já são quatro meses do crime e não existem novos fatos. Tudo o que eles tinham para falar, eles falaram na delegacia e na Corregedoria da polícia. Lembrando que os policiais também ficaram feridos. Um deles, inclusive, está perdendo um dedo da mão. No dia do crime, tanto os policiais e os jovens deram entrada no mesmo horário. O socorro das vítimas foi feito porque eles ainda estavam vivos?, disse o advogado Wilson Lins. Na cena da reprodução, muitos espectadores observavam a ação policial e da Perícia Oficial. Entre eles, familiares do pedreiro Reinaldo da Silva. Orientados pelo advogado Pedro Montenegro, os parentes dos jovens não compareceram à cena. ?Por lei, os policiais não são obrigados a participar da reprodução. Se tivesse ocorrido a perícia do crime, os peritos seriam os mesmos. Como não houve, a reprodução vai se basear nos depoimentos. Além disso, os telefones dos meninos até hoje não foram encontrados, o que ressalta a importância da perícia no dia que ocorreu a abordagem que resultou nas mortes?, disse Pedro Montenegro.