Polícia
Quadrilha ataca posto e rouba arma de vigilante
O Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) registrou, ontem, mais um assalto a posto de combustíveis em que os criminosos roubaram a arma do vigilante. Desta vez o registro foi na zona rural de Messias, município da Região Metropolitana de Maceió. Além do revólver calibre 38, os assaltantes levaram munição e um colete balístico. Só que o crime terminou se transformando em motivo para uma denúncia. ?Quase 90% dos postos de combustíveis não têm vigilantes, mas vigias usando armas?, disse o presidente do Sindicato dos Vigilantes de Alagoas (Sindvigilantes/AL), José Cícero Ferreira. Ele anunciou que vai encaminhar solicitação à Polícia Federal (PF/AL) para que o órgão fiscalize o exercício ilegal dessa atividade. Segundo o sindicalista, em todo Estado há clandestinos na função de vigilante, o que aumenta a insegurança nos estabelecimentos comerciais. ?O bandido percebe que está ali um vigia que, mesmo armado, não sabe o que fazer diante da investida?, afirma José Cícero. Ele ressalta que, ao contrário do irregular, o profissional está capacitado a agir conforme técnicas e normas de segurança. O sindicalista afirma que são poucos os estabelecimentos que contratam profissional para fazer vigilância. E cita como exemplo os postos de combustíveis nas principais vias de tráfego da capital, como as avenidas Fernandes Lima, Durval de Góes Monteiro e Via Expressa, e os supermercados de médio e pequeno portes, nos bairros periféricos. Para José Cícero, o objetivo dos contratantes é burlar a legislação trabalhista e negar os direitos que têm os profissionais. São pessoas fazendo o popular ?bico?, mas é uma atitude que coloca em risco a segurança do consumidor?, alerta o dirigente do Sindvigilantes. ?Esses estabelecimentos colocam uma arma na mão de pessoas despreparadas?, denuncia.