Polícia
Acusado de integrar mil�cia de ex-parlamentar � condenado
O funcionário público Sebastião Pereira dos Santos voltou ontem ao Fórum de Maceió, no bairro do Barro Duro, como testemunha do mesmo crime. Mais uma vez, ele esteve diante de um juiz para apontar os responsáveis pelo assassinato do filho, o servente de pedreiro Carlos Roberto Rocha Santos. Ontem, o pai sentou diante do juiz John Silas da Silva, da 8ª Vara Criminal, para testemunhar contra Rogério Menezes Vasconcelos, apontado como copartícipe do crime. Foragido há mais de cinco anos, o acusado, que era presidente da Associação de Moradores do Conjunto Luiz Pedro, no bairro do Clima Bom, onde vivia o servente de pedreiro, foi julgado pelo 2º Tribunal do Júri da Capital, numa sessão que durou mais de 10 horas. Ao final do julgamento, Rogério Menezes, acusado nos crimes de homicídio duplamente qualificado, formação de quadrilha e sequestro, foi condenado a 27 anos e três meses de prisão, a serem cumpridos em regime fechado. Antes dele, outras cinco pessoas já foram julgadas e condenadas por esse crime. Apontados como integrantes de uma organização criminosa, Adézio Rodrigues Nogueira, Laércio Pereira de Barros, Naelson Osmar Vasconcelos de Melo e Leone Lima foram condenados por homicídio qualificado. Segundo o processo judicial, eles eram chefiados pelo ex-vereador e ex-deputado estadual Luiz Pedro da Silva que, em setembro do ano passado, foi condenado a 26 anos e cinco meses como mandante da morte de Carlos Roberto. A pena incluiu ainda condenação pelos crimes de sequestro da vítima e formação de quadrilha. O servente de pedreiro foi assassinado em agosto de 2004. Ontem, seu pai, Sebastião Pereira, voltou a dizer que o filho era uma pessoa tranquila e que não tinha passagens pela polícia. ?Ele era um menino doce e todo mundo gostava dele, só quem não gostava era o pessoal do Luiz Pedro. Não deram a ele a mínima condição de defesa?, afirmou o pai, admitindo que Carlos Roberto era usuário de drogas, o que incomodaria os assassinos. Ele contou que antes do crime houve uma discussão, num bar, entre seu filho e Rogério Menezes, pois o acusado tentava tomar da cerveja da vítima, sem pedir autorização. O réu teria ainda perseguido Carlos Roberto, obrigando o dono da casa onde o rapaz morava a despejá-lo, alegando que instalaria na residência a sede da associação criada pela milícia da qual fazia parte.