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Policial civil � sepultado sob clima de revolta

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Aos 47 anos, José Clério Vieira é a mais recente vítima da violência em Alagoas. A diferença entre ele e as demais pessoas que já foram baleadas ou mortas por criminosos é que José Clério, sepultado em meio às lágrimas da esposa, filha e demais familiares, e de dezenas de colegas de profissão, no Memorial Parque Maceió, cemitério particular, no bairro Benedito Bentes, é um agente da Polícia Civil. O brutal assassinato, registrado na noite da quinta-feira, 21, dentro de um coletivo urbano, provocou revolta na categoria que, por meio de entidade de classe, emitiu nota cobrando a apuração do crime e a punição dos responsáveis. Mas o Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindipol/AL) não ficou apenas no lamento. A entidade cobrou das autoridades investimentos em segurança e a valorização dos policiais, com condições dignas de trabalho e salários. Por sua vez, o delegado geral da Polícia Civil, Paulo Cerqueira, decidiu agir ao invés de polemizar com a entidade sindical. Ele anunciou as delegadas Rebeca Cordeiro e Teila Rocha, da Delegacia de Homicídios, e Maria Angelita, da Delegacia de Roubos e Furtos, como responsáveis pela investigação do assassinato do policial. Ao dizer que o trabalho das delegadas será mantido em sigilo, para evitar prejuízo às diligências, Cerqueira revelou que os primeiros levantamentos indicam que José Clério foi morto por ser policial civil. ?Já temos algumas suspeitas e a linha de investigação?, afirmou.

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