Polícia
Sindicato assegura que agente foi morto ap�s ser reconhecido
O Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol) emitiu uma nota de repúdio contra a declaração do governador Renan Filho (PMDB) que, durante uma solenidade ocorrida na manhã de ontem, no Palácio República dos Palmares, disse que o agente da Polícia Civil José Clério Vieira foi assassinado por ter reagido ao assalto dentro de coletivo e não por ser policial. O crime foi registrado na noite da última quinta-feira, 21, no Village Campestre, parte alta de Maceió. Conforme o entendimento do Sindpol, o governador teria dito que a atividade de policial civil não é considerada uma profissão de risco. ?O cidadão não morreu porque era policial. Ele morreu porque entrou em uma situação de confronto com bandidos. Poderia ser com qualquer cidadão, mas, infelizmente, foi um policial. Policial civil não é uma profissão de risco. Morrem pessoas de qualquer profissão e isso é fruto da violência?, acrescentou Renan Filho. As declarações foram mal recebidas pela categoria. Na nota, o Sindpol afirma que o governador foi ?infeliz? nas comparações. ?Ele [o governador] teima em dizer que a profissão de policial civil não é de risco. Isso confirma que o governador não tem política de segurança pública para combater a violência. Por isso, não cumpriu o compromisso com os alagoanos de que ele próprio iria tomar conta da pasta da Segurança Pública? informou a nota. Para o sindicato, na noite do dia 21 de julho, os assaltantes reconheceram o policial civil José Clério Vieira no ônibus. ?Não houve confronto do policial com o bandido, conforme revelou a investigação da polícia, de que ele foi morto por ser policial civil?.