Polícia
Macei� j� registra 22 assaltos em escolas somente este ano
Vinte e duas ocorrências de assaltos a escolas em Maceió foram registrados nesses sete primeiros meses do ano, sendo cinco somente em julho. A informação é do Batalhão de Polícia Escolar (BPESc), que atua no policiamento a 243 escolas públicas, entre municipais e estaduais, da capital alagoana. O mais recente ataque ocorreu no início da manhã de ontem, quando dois homens armados fizeram um arrastão no Centro Educacional de Jovens e Adultos Paulo Freire (Ceja), localizado na Rua do Sol, no centro de Maceió. Os alunos foram abordados em frente à grade do colégio, enquanto aguardavam a abertura dos portões da instituição. Uma camiseta, um relógio e seis celulares foram levados pelos assaltantes. Eles abordaram os alunos que aguardavam a abertura dos portões. A ação criminosa aconteceu por volta das 6h50 da manhã. Enquanto um homem armado rendeu os estudantes, o outro rapaz colocava os celulares deles em uma mochila. Eles fugiram correndo e não foram identificados?, conta um funcionário da instituição que preferiu não ser identificado. Os alunos assaltados fizeram boletim de ocorrência e foram liberados das aulas. Ainda segundo o funcionário, um ofício solicitando segurança foi entregue ao BPEsc na última terça-feira, 26. ?Foi entregue um ofício ontem. Essa já é o segundo, na verdade. Em fevereiro deste ano, após outro acontecimento, solicitamos o reforço na segurança. Precisamos de policiais presentes aqui no horário de início das aulas, entre 6h30 e 7h30, porque a concentração de pessoas logo cedo é grande?, conta o funcionário. A instituição de ensino conta atualmente com mil alunos, nos três períodos de aulas, sendo o da manhã o mais movimentado. CONTRADIÇÃO À Gazeta, o Major Marlon Araújo, comandante do Batalhão de Polícia Escolar, conta que o ofício foi entregue pela instituição ontem, após o ocorrido, e não um dia anterior, como contou o funcionário que preferiu não se identificar. ?Essa informação sobre o ofício é uma inverdade. Nos foi entregue um documento hoje [ontem] depois do assalto, quando nos deslocamos até a escola?, explica. Segundo a autoridade policial, a atitude criminosa pode ter sido motivada em represália a medidas que o diretor da instituição tem tomado para evitar o consumo de drogas na instituição de ensino. ?Isso aconteceu, provavelmente, em represália a uma atitude do diretor para combater o uso de entorpecentes na escola, ressalta. * Sob supervisão da editoria de Cidades.