Polícia
Amea�as deixam tropa em alerta
Cautela. Muita cautela. É assim que o Comando da Polícia Militar de Alagoas (PM/AL) reage ao áudio que circula desde a última sexta-feira, 29, nas redes sociais, com ameaças à vida de policiais e até de um juiz do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL). O arquivo deixou a tropa apreensiva, levando comandantes de batalhões a adaptarem determinados procedimentos e alterando a rotina, por segurança. O ?aviso? contido na gravação teria sido dado por uma fonte ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC). As ameaças seriam uma retaliação às ações de combate ao crime que culminaram com a morte de um integrante da facção durante confronto com a polícia, na última sexta-feira. Na quinta-feira, 28, foi preso Rafael Costa Sampaio, que seria o número 1 do PCC em Alagoas. Outros integrantes do bando também foram detidos na operação. Ontem, o comandante da PM, coronel Marcos Sampaio, negou a existência de uma lista de policiais marcados para morrer no Estado. Segundo ele, a corporação ainda não conseguiu identificar a fonte do PCC que teria comentado sobre a autorização para se executar membros das forças de Segurança Pública alagoana. ?Por isso, fica até difícil falar sobre o assunto. Contudo, trata-se de algo que precisa ser avaliado com atenção e, logicamente, com cautela. A atividade policial requer uma atenção especial. O policial precisa estar preparado para tudo?, explicou, ao portal Gazetaweb, ressaltando que o áudio merece ?atenção? da SSP. GOVERNADOR Durante a aula inaugural de mais 200 praças da Polícia Militar, ontem, no Centro Cultural e de Exposições Ruth Cardoso, bairro de Jaraguá, o governador Renan Filho (PMDB) afirmou que em setembro irá convocar os últimos 200 soldados aprovados no último concurso, totalizando 800 novos policiais que devem ir às ruas no segundo trimestre de 2017. O governo aproveitou a solenidade para entregar 22 viaturas à corporação. Aos jornalistas, Renan Filho manteve o discurso de linha dura contra a criminalidade quando questionado sobre as supostas ameaças que policiais teriam recebido de integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). O governador reconheceu que em julho o número de homicídios registrados foi maior do que a média mensal.