Polícia
Corpos podem estar sendo desenterrados antes do prazo
A Câmara Municipal de Maceió vai realizar sessão especial para discutir um grave problema social: a falta de espaço nos cemitérios públicos da Capital. A situação é tão grave que os vereadores começaram a receber denúncias de que corpos estão sendo retirados dos túmulos antes do prazo legal, que é de três anos, e que há ossos humanos espalhados nesses logradouros. O vereador João Luiz (PL), que vai propor a sessão especial, afirmou que seu colega Robert Manso, também vereador, relatou ter visto uma criança brincando com um osso (fêmur) dentro do Cemitério de São José, no Trapiche da Barra. Outra denúncia feita pelo vereador, durante entrevista a um programa de TV local, é de que algumas famílias estão reclamando o desaparecimento da ossada de algum parente. O coordenador de Cemitérios, da Secretaria Municipal de Controle e Convívio Urbano, Onélio Braga, admite que os espaços estão reduzidos, mas nega as denúncias. ?São infundadas. Há um esforço da prefeitura para que todos os mortos sejam enterrados?, assegura ele, acrescentando que, como paliativo, a prefeitura está construindo ossários. Nem mesmo a prefeitura nega que há superlotação nos oito cemitérios públicos de Maceió, quase todos funcionando há mais de 70 anos. A falta de espaço já acabou com as ruas dentro dos cemitérios, local agora utilizado para abertura de covas, praticamente coladas umas nas outras. A solução é criar novos cemitérios, mas a prefeitura alega que não dispõe de uma área adequada para essa finalidade. Todos os fatos relacionados ao problema serão discutidos na sessão pública especial da Câmara de Vereadores, que deverá apresentar propostas de solução para a superlotação.