Polícia
Estudante � ferida com tr�s facadas
Uma estudante de Enfermagem foi esfaqueada, na manhã de ontem, durante tentativa de assalto registrada em um trecho da Rua Edgar de Góes Monteiro, no bairro do Prado, em Maceió. Conforme testemunhas, Vanessa Manuela Calheiros de Oliveira, de 26 anos, foi abordada por um indivíduo que tentou tomar a motocicleta dela. Diante da recusa da vítima em entregar o veículo ? uma Honda Biz, cor preta, placa NMC-8231 ?, o bandido deflagrou o primeiro golpe da arma branca no abdômen da estudante. Vanessa não largou a motocicleta, deixando o assaltante ainda mais irritado. ?Ele segurou a moto e ordenou novamente que ela a entregasse e a mulher não obedeceu. Ele queria tomar a moto. Foi quando o bandido deflagrou mais duas facadas contra a estudante, que conseguiu fugir e chegar ao posto de saúde?, informou uma colega de trabalho que não quis se identificar. Vanessa Manuela recebeu os primeiros socorros no Posto de Saúde Durval Cortez, no bairro do Prado, onde faz estágio. Mesmo ferida pelo assaltante, a jovem conseguiu chegar à unidade de saúde em sua moto e foi submetida aos primeiros atendimentos no local. Em seguida, foi encaminhada para o Hospital Geral do Estado (HGE). Devido à profundidade de um dos cortes, a estudante, que estava consciente, teve que ser socorrida por uma viatura do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Vanessa, até o fechamento desta edição, estava na ala vermelha do HGE, em observação. Já o suspeito não foi localizado. De acordo com os funcionários do estabelecimento, esta não é primeira vez que eles se deparam com a violência no local de trabalho. ?Nessa região em que ela foi ferida, já aconteceram vários assaltos. Trabalhamos com medo, porque não sabemos quem vai entrar aqui. Teve uma vez que uma pessoa veio trocar o curativo e realmente trocou, mas os companheiros dela saíram roubando pertences dos funcionários?, disse a funcionária, que pediu sigilo na identificação. Outro servidor que não se identificou revela que bandidos que procuram atendimento ficam olhando se os funcionários têm celular para tentar roubá--los. ?Trabalhamos na tensão. A gente sai como vítima e volta para casa como sobrevivente. Esta é a realidade?, informou.