Polícia
Assassinato de pai e filho � elucidado
Ariston Ribeiro da Silva, 65 anos, e a filha dele, Celiane Ribeiro da Silva, 30 anos, são apontados pela Polícia Civil como autores intelectuais do sequestro e assassinato do comerciante Guilherme dos Santos (Pedro Barateiro) e do filho dele, Alex da Costa Santos, em julho de 2015. O crime teria sido encomendado por R$ 8 mil, segundo a Polícia Civil. ?Não aguentava mais sofrer com ele (Pedro Barateiro) ameaçando me matar. Desesperei-me. Não achei solução. Ia ser difícil resolver de outro jeito?, explicou Ariston Ribeiro, na tarde desta quinta-feira, ao ser apresentado em entrevista coletiva dos delegados responsáveis pela elucidação do caso. O ?desespero? de Ariston teria origem ? segundo investigação policial ? nas ameças feitas por Alex da Costa à ex-esposa Celiane Ribeiro, com quem teve dois filhos. ?Ele a acusava de traição. Toda a família de Celiane era ameaçada pelas duas vítimas, que eram muito temidas em Maribondo?, explicou o delegado Acássio Júnior. Acássio e o também delegado José Carlos tiveram apoio do serviço de inteligência do Departamento de Investigação e Capturas (Deic) para desvendar o crime que chocou a população de Maribondo pela crueldade com que foi cometido: crivados de bala, os corpos foram achados num canavial em Atalaia, uma semana depois. ?Diante das provas técnicas apresentadas, Ariston confessou que contou com apoio de um feirante (José Maria dos Santos, até então sem antecedentes criminais) para contratar os matadores por R$ 8 mil. Confessou ainda que sua filha sabia da trama para matar o ex-genro e o pai dele?, explicou Acássio Júnior. ?Celiane, no entanto, negou envolvimento no crime?, completou o delegado. À reportagem, Celiane sustentou sua inocência. ?Eu jamais mandaria matar o pai de meus filhos. Meus filhos conhecem a mãe que têm?. Ela, o pai e outros cinco suspeitos de envolvimento na trama criminosa foram apresentados à imprensa pela cúpula da Secretaria de Segurança Pública, ontem.