Polícia
UM QUEBRA-CABE�A INTERMIN�VEL
O tráfico de drogas em Maceió pode ser definido como um ?quebra-cabeça? que as polícias Militar e Civil montam e desmontam permanentemente. As duas instituições de segurança pública têm atuação individualizada, mas os labirintos nos quais os traficantes transitam fazem com que se juntem em algumas trilhas, muitas delas parecendo não ter fim. São frequentes as operações integradas, que resultam em prisões de acusados e na apreensão de armas e drogas. Seja a PM ou a PC, o fato é que nunca como agora as polícias trabalharam tanto para enfrentar a causa principal da criminalidade na capital alagoana. Porém, apesar de todo esforço da segurança pública, essa atividade criminosa continua crescendo na periferia de Maceió. O medo imposto pela violência dos assassinatos impede a população de reagir. Ninguém sabe, ninguém viu. Mas nesse enfrentamento, as polícias contam com um instrumento importante: o telefone do Disque-Denúncia. O número 181 se tornou um aliado essencial às investigações policiais, seja para esclarecer homicídios, seja para desbaratar bandos criminosos. As informações que chegam pelo telefone ajudam a montar o ?quebra-cabeças?, levando à identificação de quadrilhas. Mas o trabalho tem se mostrado interminável. Nem bem um grupo criminoso é desarticulado, rapidamente o espaço vazio é preenchido. ?Há sempre alguém pra ocupar o espaço deixado pelo chefe que foi preso, ou morreu?, afirma Gustavo Henrique Barros, titular da Delegacia de Repressão ao Narcotráfico, unidade da Polícia Civil. A conclusão do delegado é facilmente compreendida. Afinal, mesmo com as prisões frequentes de ?chefes? do tráfico, de seus ?soldados? e ?aviões? em várias áreas da cidade, os índices de violência não caem. O número de homicídios, por exemplo, continua elevado.