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S� 5% DAS DROGAS S�O APREENDIDAS

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Aos 37 anos de idade, os últimos cinco dedicados a atividades de combate ao tráfico de drogas, o policial civil José (por razões de segurança será usado aqui um nome fictício) é direto: o volume de drogas apreendido nas operações policiais não chega a 5% do total que circula no Estado. Ele faz essa avaliação no mesmo momento em que a Secretaria de Segurança Pública (SSP) revela ter apreendido mais de duas toneladas de entorpecentes, no período que vai de janeiro até o dia 28 de agosto último. O valor estimado pela SSP de tudo o que foi apreendido este ano chega a R$ 3 milhões 748 mil. Se apenas 5% do que chega ao Estado são apreendidos, é possível imaginar o quanto de droga está circulando em Alagoas. A quantidade de drogas e o volume de dinheiro são tão grandes, que o policial admite: vencer essa verdadeira epidemia social é uma missão sem fim. Muita coisa mudou nessa atividade criminosa nos últimos 10 anos, revela o policial José. Os chefes do tráfico em Alagoas adotaram um novo modelo de ação, quando se juntaram a organizações criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho. Com origem no Rio de Janeiro e São Paulo, as facções estenderam seus tentáculos ao Nordeste, e Alagoas não passou imune ao avanço criminoso. Um dos primeiros sinais de mudança está na forma como adquirem a droga. Se antes cada quadrilha tinha seu fornecedor, agora os chefes se juntam numa espécie de consórcio para fazer uma compra única. A polícia percebeu a estratégia criminosa e também mudou sua forma de atuar.

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