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Militares s�o absolvidos em chacina

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Os policiais militares José Valdir Gomes Ferreira, Nilton Nascimento Correia, José Paulo Barros de Araújo e Marcos Mota dos Santos, acusados de integrar um grupo de extermínio denominado de ?Ninjas?, que seria responsável pela morte de quatro adolescentes, no município de União dos Palmares, em setembro de 2002, foram absolvidos, ontem, no julgamento que teve início pela manhã e se estendeu até pouco depois das 21h30. A acusação ficou a cargo do promotor de Justiça Maurício Mannarino Lopes e a defesa teve à frente o advogado Welton Roberto. Os jurados entenderam que não haviam provas contundentes nem suficientes para condenar o grupo pela chacina ocorrida há 14 anos na periferia do município. A pedido da acusação, o processo ? nº 0000410-73.2011.8.02.0056 ? foi desaforado para evitar interferência na decisão dos jurados. O julgamento, conduzido pelo juiz Geraldo Amorim, da 9ª Vara Criminal, começou pela manhã e avançou pela noite, no Salão do 3º Tribunal do Juri, no Fórum da Capital. Os réus eram acusados de homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil. Os adolescentes Sidrônio José da Silva (17), Cizenando Francisco da Silva (18), Tiago Holanda Silva (18 ) e Maurício da Silva (21), que andavam juntos, foram mortos no bairro Roberto Correia, na periferia de União dos Palmares, logo após um comício eleitoral. Mas, embora tenha resultado na requisição de tropas federais para restabelecer a ordem e garantir as eleições municipais da época, não foi a conotação de crime político que prevaleceu. A explicação dos policiais foi o suposto envolvimento dos jovens com drogas e furtos na região. Porém, segundo a versão da acusação, um dos jovens assassinados teria agredido o filho do cabo José Valdir, durante o show que animou o comício, e esse teria sido o verdadeiro motivo do crime. Ao todo, foram seis policiais acusados de participação na chacina e pronunciados pelo Ministério Público Estadual. Os outros dois réus, Eraldo Tadeu Vieira dos Santos e Antônio Batista de Lima Neto, já foram julgados e condenados em 2013. Eraldo pegou 84 anos de prisão e Batista 100 anos. O advogado Welton Roberto defende os quatro militares acusados.

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