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CASOS REAIS DA DROGA NA CLASSE ALTA

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NA CLASSE ALTA, A DROGA CHEGA NO RECHEIO DA PIZZA Em meados de novembro do ano passado, quando seus pais descobriram que estava usando crack, a adolescente Joana (nome fictício, porque a família prefere não se identificar), de 16 anos, foi internada involuntariamente numa clínica em São Paulo. Os gastos foram altos. Quando voltou ao convívio familiar, após seis meses do tratamento, a menina passou a ser vigiada diuturnamente. De classe média alta, um segurança a acompanhava até a escola. Seus passeios passaram a ser unicamente com os pais ou irmãos. O rigoroso controle, porém, não impediu que Joana tivesse uma recaída. Em agosto último, a adolescente foi encontrada no quarto, em overdose. Desesperados, os pais tentavam entender como a droga chegou a ela, dentro de casa. A descoberta chocou a família. O crack estava escondido na borda recheada da pizza que a adolescente pedira, pelo telefone. SERVIDOR PÚBLICO VAI COMPRAR DROGA COM CARRO OFICIAL Em 2012, data do último concurso público realizado pelo Poder Judiciário alagoano, a família de Miguel (nome também fictício), de 33 anos, comemorou intensamente sua aprovação no cargo de analista judiciário. Toda a alegria desapareceu em meados de fevereiro último, quando o rapaz telefonou para a noiva, pedindo ajuda para ser libertado das mãos de um traficante. Usuário de cocaína e crack, o jovem estava com uma dívida de alto valor. Fissurado, foi até a ?boca? usando um carro oficial, e lá foi mantido em cárcere privado por mais de 24 horas. Da favela do Reginaldo, onde estava, só saiu quando um primo chegou, trazendo os R$ 2 mil que ele devia.

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