Polícia
Fam�lia nega vers�o de adolescente
A família do cabeleireiro Cícero Alvandir de Moraes, cujo corpo foi encontrado dentro de sua casa, no bairro do Prado, no último dia 20, repudia a afirmação do adolescente E., réu confesso do homicídio, diz que a vítima se recusara a pagar por um programa sexual. ?Esse rapaz, que tem quase 18 anos, tinha uma relação com Alvandir. Vamos provar isso?, reagiu o advogado Dawis Alves, contratado por familiares de Alvandir para acompanhar o inquérito policial instaurado para apurar o homicídio, e atuar como assistente da acusação. Ao ser apreendido, após investigação comandada pelo delegado Fábio Costa, o adolescente, de 17 anos, confessou o crime, e disse que matou o cabeleireiro por não ter recebido R$ 200 do ?programa? contratado pela vítima. Os dois teriam discutido e o menor esfaqueou Alvandir até a morte, relatou o delegado, em entrevista coletiva na manhã dessa segunda-feira, 26. ?É uma história alegórica desse rapaz, que frequentava a casa de Alvandir. Temos fotos que provam a relação entre eles?, afirma o advogado Dawis Alves. A família da vítima está sofrendo com a morte brutal e chocada com ?as mentiras que atingem a dignidade de uma pessoa de bem?, acrescentou o advogado. O crime teria acontecido três dias antes do corpo ser encontrado. Na casa também funcionava o salão de beleza de Cícero Alvandir. A morte violenta do cabeleireiro provocou revolta entre seus amigos, que cobraram da polícia celeridade na apuração do crime. As manifestações de repúdio ao crime são, conforme o advogado, prova do prestígio, respeito e carinho que a vítima desfrutava. ?Esse rapaz tem 17 anos e nove meses de idade. O fato de ser menor, não lhe dá o condão de denegrir a imagem de uma pessoa íntegra, alegre, querida?, reage Dawis Alves. O advogado afirma que a família vai lutar para que E. seja punido com o rigor da lei. ?A justiça precisa manter pessoas como ele distantes do convívio social pelo máximo de tempo possível. Foi um crime bárbaro, por motivo torpe. A família de Alvandir, uma pessoa segura de si, homossexual assumido e respeitado, está destroçada?, declarou ele, ressaltando a eficiência da Polícia Civil, que ?realizou um trabalho louvável? na apuração do crime.