Polícia
Cobran�as, gritos e xingamentos
O Residencial Parque dos Caetés conta com quase 3 mil unidades e foi construído com recursos do Programa Minha Casa Minha Vida, do governo federal A chegada do secretário municipal Mac Lira acirrou os ânimos. Quando usou o megafone de uma viatura do Centro de Gerenciamento de Crises da PM para anunciar que as chaves não seriam entregues, cobranças, gritos e xingamentos fizeram o clima ficar mais tenso. Um policial militar pediu calma para que todos pudessem ouvir as explicações. ?Fiquem tranquilos que a unidade de vocês está garantida. Quem assinou contrato é proprietário, só que a greve dos bancos impediu que fizéssemos a entrega?, disse. Questionado por que os beneficiários não foram avisados com antecedência sobre o adiamento para evitar tanto tumulto e revolta, Mac Lira disse que até as 20 horas do dia anterior ainda havia a expectativa de fazer a entrega na data prometida. ?O banco é responsável pela entrega, por isso é preciso esperar o fim da greve. O setor de Engenharia do Banco do Brasil fica em São Paulo. A gente até tentou avisar aos beneficiários. A prefeitura não tinha interesse pelo tumulto?, disse o secretário. Mac Lira disse à imprensa que desde fevereiro entraves burocráticos impedem a entrega dos imóveis. Um representante do Banco Brasil também tentou dar explicações às centenas de beneficiários que se aglomeravam junto à área isolada por arame farpado e muro. ?Não haverá prejuízos porque os contratos estão assinados. Assim que a greve acabar, vamos realizar vistoria, analisar documentos e fazer a entrega das chaves?. O representante do BB ? que pediu para não ser identificado na reportagem ? disse que o novo prazo para entrega das chaves é 21 de outubro. O secretário de Habitação informou que deve manter homens da Guarda Municipal no conjunto para evitar ocupações.