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OITO MIL AGENTES NAS RUAS

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Mais de 8 mil agentes da segurança pública já estão mobilizados para garantir a tranquilidade do alagoano nas eleições municipais deste ano. Desde essa sexta-feira até a próxima segunda, policiais civis, militares, federais, rodoviários federais e integrantes do Corpo de Bombeiros cumprem um plano operacional, com ações integradas por terra e ar, visando manter a ordem e a disciplina durante o pleito. Por autorização do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), militares das Forças Armadas estarão em doze cidades onde o clima da campanha foi bastante acirrado: Pilar, Rio Largo, Tanque d?Arca, Canapi, Inhapi, Mata Grande, Boca da Mata, Chã Preta, Limoeiro de Anadia, Maragogi, Japaratinga e Piaçabuçu. O custo operacional do Estado com os policiais militares em diárias (aos que vão ao interior) e com alimentação (para os da capital) soma R$ 1 milhão. O Corpo de Bombeiros terá despesa de alimentação com os militares que atuarão na guarda das urnas, apenas na capital. Cada um receberá R$ 40 e, como serão 360 mobilizados na véspera das eleições, o custo total será de R$ 14.400. Para envio do Exército, a Justiça Eleitoral considerou que esses municípios têm histórico de violência e baixo efetivo, no dia a dia, para a proteção da população. No caso do Pilar, o juiz Sandro Augusto dos Santos, da 8ª Zona Eleitoral, argumentou que o reforço seria necessário devido aos embates políticos intensos e aos números altos de criminalidade, ao ponto de torná-lo o sexto mais violento do País, considerando o número de assassinatos por grupo de habitantes. Em Rio Largo, a Justiça Eleitoral autorizou o envio das Forças Armadas por causa do risco elevado de conflitos partidários. Apesar da garantia de segurança, dada pelo governo do Estado, os ministros do TSE acataram os argumentos do juiz da cidade de que o cenário poderia ficar fora do controle sem a presença do Exército. Vários pedidos para reforço federal foram encaminhados ao Pleno do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Alagoas justamente devido ao clima acirrado entre as coligações majoritárias. Havia até ameaças de morte e divulgação de vídeos e áudios com conteúdo capcioso pelas redes sociais.

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