Polícia
Elei��es resultaram em 89 pris�es
O 2º turno da eleição em Maceió, marcado para o dia 30 próximo, será ainda mais fiscalizado, de modo que o eleitor possa, como no último domingo, 2, ir às urnas sentindo-se seguro. A garantia foi dada ontem, pelo secretário de Segurança Pública, coronel PM Domingos Lima Júnior, ao apresentar os resultados do trabalho realizado pelas forças policiais durante a votação para escolha de prefeitos e vereadores, nos 102 municípios alagoanos. Acompanhado por representantes de todos os órgãos que compuseram o Gabinete de Crise, montado para garantir a eleição, Lima Júnior detalhou as ações das polícias Militar, Civil, Federal e Rodoviária, além dos Corpo de Bombeiros Militar, Grupamento Aéreo e Exército Brasileiro. Do total de 89 pessoas presas, foram confeccionados 42 Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCOs) por propaganda de boca de urna (28); desobediência eleitoral (8); desacato (3) e ameaça (3). Depois do TCO, por ser registro de fato tipificado como infração de menor potencial ofensivo, os envolvidos são liberados, para responder posteriormente pelo ilícito. As outras 47 prisões foram transformadas em Inquérito Policial (IP), sendo 29 por ilícitos de natureza eleitoral, e as demais por flagrantes do cotidiano, entre estes, dois homicídios. No somatório de prisões efetuadas no domingo, 2, estão incluídos 11 policiais militares que, segundo o comandante-geral da PM, coronel Marcos Sampaio, foram detidos fazendo a segurança de candidatos, sem autorização. A atitude desrespeita a Resolução 15.773, editada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE/AL). Por ela, durante o período eleitoral, somente é permitido que policiais façam segurança particular com prévia e específica autorização do Conselho Estadual de Segurança Pública (Conseg). O coronel Sampaio disse que os 11 militares foram levados aos respectivos batalhões, tiveram as armas recolhidas e vão responder pela infração. Todos estavam em trajes civis, ao serem flagrados. O relatório da SSP mostra que foram registrados 63 ilícitos eleitorais. Desse total, 28 foram ocorrências por propaganda de boca de urna, 15 por transporte, concentração de eleitores e fornecimento de alimentação, 10 por compra de votos, 9 por desobediência à ordem eleitoral e uma por votar mais de uma vez, no lugar de outrem. Nenhum nome, nem de envolvidos nem de candidatos, foi divulgado.