Polícia
Comiss�o vai apurar execu��o em ambul�ncia
São Luís do Quitunde ? O delegado-geral da Polícia Civil de Alagoas, Paulo Cerqueira, designou, ontem, uma comissão especial para apurar a execução do suspeito de ter participado de uma troca de tiros no município de São Luís do Quitunde, na noite da última segunda-feira, 3, que deixou uma pessoa morta e outras quatro feridas. A comissão será composta pelos delegados Tarcizo Vitorino, titular da delegacia de Barra de Santo Antônio, que presidirá a comissão; Gustavo Pires, da delegacia de São Luís do Quitunde, e por Fábio Costa, coordenador da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). A portaria será publicada no Diário Oficial de hoje. Até ontem, apenas uma das quatro vítimas feridas no tiroteio permanecia internada no Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió, que divulgou pela manhã um boletim médico. Elas participavam da festa de comemoração pela vitória da prefeita eleita de São Luís do Quitunde, Fernanda Cavalcante (PMDB), quando foram atingidas. Maria Lucicleide dos Santos, 18 anos, sofreu um tiro no abdômen e passou por procedimento cirúrgico. O quadro dela era estável e permanecia no setor de recuperação pós-anestésica do HGE. Maria Eduarda Silva dos Santos, 30, a ?Preta do Bar?, foi a vítima fatal do tiroteio. Ela foi sepultada ontem, em São Luís. Preta do Bar foi atingida por dois disparos de arma de fogo e morreu ainda no Hospital Municipal José Augusto do Nascimento, em São Luís. Uma criança de 3 anos de idade, W.V.P., teve ferimentos no pé ao cair e ser pisoteada em meio à confusão. Ela também recebeu alta médica. Outro que recebeu alta médica do HGE foi Rusvelt Alves de Barros, 35. Ele compareceu ontem de manhã à delegacia de São Luís do Quitunde, onde prestou depoimento. Rusvelt sofreu um tiro no ombro esquerdo. ?Não sei o que foi aquilo. Só vi quando meu braço estava sangrando e percebi que estava baleado?, declarou Rusvelt. O menino R.F.S., de 10 anos, também recebeu alta médica. Acompanhado do pai, o carpinteiro José Roberto Gomes da Silva, ele compareceu ontem à delegacia. Tomou um tiro no braço direito e ainda permanecia com o projétil alojado. ?Eu estava na calçada, olhando o arrastão passar com o meu irmão, quando levei o tiro?, recordou o menino, ainda muito abalado. ?Acho que a bala que matou a mulher varou o corpo dela e atingiu o braço do meu filho, sem força, já. Foi muita sorte não ter morrido. A bandidagem e o tráfico de drogas estão dominando a cidade?.