Polícia
Carro de professor da Ufal � localizado com corpo carbonizado
Gaúcho, doutor em Química, aprovado em concurso público, Daniel Thiele, 37 anos, chegou a Maceió em 2011, para assumir o cargo de professor adjunto 1, na Universidade Federal de Alagoas (Ufal). Em novembro daquele ano, assumiu o cargo de coordenador do Curso de Química Tecnológica e Industrial, do Instituto de Química e Biotecnologia, na mesma instituição federal. Discreto, ensimesmado, mantinha relações cordiais com os colegas e os alunos, mas pouco se sabia de sua vida pessoal. A história do professor Daniel Thiele terminou de forma trágica, provavelmente no dia 20 de setembro último, quando ele desapareceu e seu corpo, que ainda depende de identificação do Instituto Médico Legal (IML), foi encontrado, ontem, carbonizado, dentro de seu próprio veículo, num canavial entre os municípios de Rio Largo e Pilar. ?Em volta do pescoço havia um arame, mas ainda não sabemos se ele foi morto dentro do carro ou antes!?, disse o delegado Filipe Caldas, da Seção Antissequestro, da Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic), que investigou o desaparecimento e provável morte do professor doutor Daniel Thiele. O corpo foi removido para o IML, onde será analisado para confirmação que se trata realmente do professor gaúcho. O diretor-geral do IML/Maceió, Fernando de Paula, disse que, por estar completamente carbonizado, a identificação do corpo exige exames mais apurados. Os peritos farão o exame necropapiloscópico (reconhecimento através de impressão digital), podendo recorrer a outros procedimentos. O exame da arcada dentária ou do DNA estão entre os recursos a serem usados para confirmar que se trata mesmo de Daniel Thiele. Ontem, em entrevista coletiva na sede da Secretaria de Segurança Pública (SSP), no Centro, o delegado-geral da Polícia Civil, Paulo Cerqueira, disse que ?há 99,9% de chances de o corpo encontrado ser de fato do professor desaparecido?. Mas ressaltou que essa certeza somente surgirá após a perícia criminal.