Polícia
Mulher � assassinada a facadas por ex-marido
Uma história de amor marcada por agressões físicas, ameaças e um pedido iminente de separação custou a vida de Joana Mendes, na tarde da última quarta-feira, 5, em Maceió. O corpo da mulher foi encontrado no interior do seu veículo, que estava próximo ao Conjunto Santo Eduardo, no bairro do Poço, com dezenas de perfurações, a maioria concentrada na parte da cabeça, oriundas de uma arma branca. O principal acusado do crime é o seu ex- -companheiro, o advogado Arnóbio Henrique Cavalcante Melo, 37 anos, que foi preso em flagrante delito por feminicídio, após poucas horas de investigação. Para o coordenador da Delegacia de Homicídios, o delegado Fábio Costa, que esteve à frente da prisão do acusado, não restam dúvidas de que o crime foi premeditado por Arnóbio, uma vez que o suspeito teria marcado um encontro com a vítima para assinar uma papelada, de comum acordo, sobre o divórcio. ?Ele foi ao local já com a faca. Entrou no veículo da vítima, deram início a uma discussão e ele desferiu 31 facadas em Joana, que não teve como se defender e morreu no local. Ele, por sua vez, levantou o vidro do carro, saiu do automóvel, fechou a porta do banco do passageiro onde se encontrava e fugiu do local?, informou o delegado, na tarde de ontem, 6, após a elucidação do caso. Até a localização do corpo, a família de Joana desconhecia o paradeiro da vítima, chegando a comunicar à Polícia Civil o seu desaparecimento. ?Momentos depois do crime, um policial recebeu a ligação informando que tinham encontrado o veículo com uma possível vítima. Ele foi até o local e constatou o cenário, acionando de imediato a Delegacia de Homicídio, que foi para a Rua Sargento Benevides Montes, próximo ao Conjunto Santo Eduardo. Lá, já havia informes de que o acusado se tratava do ex-companheiro, porque uma pessoa, da família do acusado, já tinha passado sobre o acontecimento para a equipe plantonista?, disse. Diligências foram iniciadas na tentativa de se chegar ao suspeito, que se encontrava foragido. O primeiro local vasculhado foi a casa dos avós de Henrique, onde ele residia. Chegando lá, a equipe plantonista da Delegacia de Homicídios, liderada pelo delegado Antônio Henrique, recebeu a informação de que um parente do acusado teria ido ao local do crime, constatado o fato e ligado para o Copom e para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência.