Polícia
Juiz liberta irm�os tidos como autores de crime
A investigação sobre a morte do professor Daniel Thiele, do curso de Química da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), voltou à estaca zero. Ontem, o próprio delegado do caso, Filipe Caldas, pediu a revogação da prisão dos dois homens que apresentou como suspeitos do assassinato. Os irmãos Emerson Palmeira da Silva e Anderson Palmeira da Silva foram presos na quinta-feira, 6, mesmo dia em que o carro do professor foi achado, carbonizado, num trecho de mata entre os municípios de Rio Largo e Pilar, em Maceió. Menos de uma semana depois foram liberados porque a investigação não encontrou provas ou indícios da participação deles no crime. ?O delegado solicitou a revogação da prisão temporária. O que é lamentável é a exposição dos irmãos, que foram mostrados publicamente como suspeitos desse crime?, reclamou a advogada Cláudia Xavier, que fez a defesa deles. Apontados como suspeitos nos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver, eles foram apresentados como autores do assassinato do professor. Na apresentação, na sede da Secretaria de Segurança Pública (SSP), o delegado Filipe Caldas, chefe da Divisão Antissequestro, da Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic), disse que o chip do telefone celular de Daniel Thiele foi usado por um dos irmãos, o que o ligava ao inquérito policial. Mesmo com esse suposto envolvimento, o delegado disse, na coletiva, que ainda não tinha elementos para definir o motivo do bárbaro crime. A soltura leva o caso ao ponto inicial, mas o delegado Filipe Caldas revelou, por meio da assessoria de imprensa, que a investigação continua. A polícia está seguindo algumas pistas e pode, na próxima semana, divulgar outras informações sobre autores e motivos do homicídio. Desde a prisão, os irmãos negaram qualquer relação com o crime. Eles afirmaram que sequer conheciam o professor Daniel Thiele. ?Meu único erro foi ter usado o chip, que achei no chão, no restaurante onde estava almoçando?, declarou Anderson Palmeira da Silva. Ele explicou que colocou o chip em seu telefone celular para verificar se havia crédito para ligações.