Polícia
Assassinato segue sem autoria
É um mistério a identidade do assassino do professor de Química da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Daniel Thiele, encontrado carbonizado e com uma espiral (arame utilizado em caderno escolar) envolto no pescoço, dentro do próprio veículo, no último dia 6, em um trecho rural entre os municípios de Rio Largo e Pilar. Até hoje, 24 dias após o sumiço do docente, a Polícia Civil de Alagoas não apresentou os responsáveis e nem a motivação da barbárie. Ontem, por telefone, a assessoria de comunicação da Polícia Civil de Alagoas (PC/AL) limitou-se a informar que o delegado Filipe Caldas, chefe da Seção Antissequestro, setor que integra a Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic), e responsável pelas investigações, daria detalhes da investigação apenas na próxima semana. A política do silêncio adotada pelo delegado foi implantada desde o começo da semana, quando o Instituto Médico Legal (IML) confirmou, por meio de exame de DNA, que os restos mortais encontrados carbonizados se tratavam do professor que estava desaparecido. Na mesma ocasião, o laudo cadavérico também informou que Daniel Thiele foi morto por traumatismo crânio-encefálico e por instrumento perfuro-contundente provocado por arma de fogo, e em seguida seu corpo foi carbonizado. O resultado, coincidentemente, saiu no mesmo dia em que o próprio delegado do caso pediu a revogação da prisão dos irmãos Emerson Palmeira e Anderson Palmeira, que foram apresentados, durante entrevista coletiva, como suspeitos dos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver do professor. A ligação com caso seria, apenas, porque a polícia encontrou o chip do aparelho celular do professor com um deles.